A Onda, de Rámon de los Santos

Curta-metragem de ficção, 21′

Realizador: Rámon de los Santos

Sinopse: A ONDA é um thriller psicológico minimalista que explora a opressão e a violência de género através de uma atmosfera claustrofóbica. A luta de uma mulher para se libertar do seu captor. A chegada de uma mulher misteriosa rompe com a expectativa clássica de uma personagem salvadora, introduzindo uma nova camada de tensão e mostrando o lado ainda mais sombrio e miserável da maldade humana. 

Festivais e Mostras: MOTELX 2026

Confidente, de Çagla Zencirci e Guillaume Giovanetti

2025, Longa-metragem de ficção, 76′

Realizadores: Çagla Zencirci e Guillaume Giovanetti

Sinopse: Turquia, 1999. Sob o pseudónimo de Arzu, Sabiha, de quarenta anos, trabalha num call center erótico em Ancara. As chamadas sucedem-se. De repente, um terrível terramoto atinge Istambul. Um cliente adolescente, que falou com ela pouco antes da catástrofe, volta a telefonar. O adolescente está soterrado pelos escombros e implora-lhe que o salve. Sabiha só consegue pensar numa solução. Faz um telefonema sem se aperceber que isso a vai envolver em questões políticas que escapam ao seu controlo.

Estreia comercial a 20 de agosto de 2026 em 10 salas (Lisboa, Porto, Vila Nova de Gaia, Coimbra, Ovar, Covilhã)


Sophia Setembro de 1963, de Hugo Pereira e Vanessa Duarte

Longa-metragem de ficção, 84′

Realizadores: Hugo Pereira e Vanessa Duarte

Sinopse:

No verão de 1963, Sophia de Mello Breyner Andresen parte, com Agustina Bessa-Luís e o marido Alberto Luís, numa viagem de carro para a Grécia. Dessa viagem deixa vários fragmentos no seu diário. No verão de 2023, um par de cineastas decide seguir os seus passos, percorrendo de carro as várias Grécias: a imaginada, a estilhaçada, a de Sophia, a deles, a de Odisseu, a de ninguém.


Piso, às 4 e meia a terra grega. Estrada maravilhosa à saída de Patras. Vamos rente ao mar entre oliveiras e ciprestes e montanhas azuladas. Calor leve, ar perfumado. As montanhas ligam a terra ao Olimpo. Paramos e vou lavar os pés, as mãos, os braços e a cara, no mar.

Sophia de Mello Breyner Andresen
– fragmentos do diário da primeira viagem à Grécia, em 1963

Estreia comercial a 30 de julho de 2026 em 5 salas (Lisboa, Porto, Coimbra)

A Dança das Raposas, de Valéry Carnoy

2025, Longa-metragem de ficção, 90′

Realizador: Valéry Carnoy

Sinopse: Num colégio interno desportivo, Camille, jovem e talentoso pugilista, sobrevive por pouco a um acidente fatal, salvo pelo seu melhor amigo. Após uma rápida recuperação, uma dor inexplicável vai-se apoderando de Camille, ameaçando os seus sonhos de grandeza e a sua relação com a equipa. No ringue e num mundo de homens, as fraquezas são mal vistas.

Estreia comercial a 14 de maio de 2026 em 3 salas (Lisboa)


A Dançarina, de Hiroshi Shimizu

1957, Longa-metragem de ficção, 96’

Realizador: Hiroshi Shimizu

Sinopse: A chegada inesperada de Chiyomi, a irmã endiabrada da dançarina Hanae, vinda da provinciana Kanazawa para o modesto apartamento da irmã na baixa de Tóquio, traz uma nova vitalidade ao lar. A rapariga ruidosa do campo causa alvoroço, encantando-se tanto com as maravilhas da vida citadina como com os seus vícios. O charme e a beleza sensual de Chiyo seduzem os homens à sua volta, e a sua insaciável sede de vida acaba por atrair até o calmo marido de Hanae, Yamano, semeando a discórdia no seio familiar e entre as duas irmãs.

Crianças à Procura de Mãe, de Hiroshi Shimizu

1956, Longa-metragem de ficção, 88’

Realizador: Hiroshi Shimizu

Sinopse: Aki Yamamoto, em busca do seu filho desaparecido, Takeo, segue pistas encontradas numa coluna de jornal que a conduzem até um orfanato em Nagano. Aí conhece Toshio, um jovem órfão que fugiu de casa. Apesar de inicialmente planear partir após não encontrar o filho, Aki decide permanecer como cuidadora. Com a sua presença atenciosa e afectuosa, Toshio acaba por reunir-se com a sua mãe. Com o passar do tempo, Aki testemunha o anseio de outras crianças pelos pais ausentes, entre elas Masako e Koichi. Paralelamente, Misako, filha da directora do orfanato, debate-se entre o amor e o dever antes de deixar o lar para casar com o seu noivo.

O Idiota Sentimental, de Hiroshi Shimizu

1956, Longa-metragem de ficção, 71’

Realizador: Hiroshi Shimizu

Sinopse: Actuando todas as noites para uma plateia de admiradores masculinos, a cantora de cabaré Yuri desperta a atenção de Yoshio Tsugawa, um vendedor de motas que se deixa enfeitiçar irremediavelmente pela inacessível estrela. Na ânsia de conquistar os seus favores, Yoshio engana os próprios clientes para sustentar o estilo de vida glamoroso de Yuri, acabando preso por desfalque.

Nino, de Pauline Loquès

2025, Longa-metragem de ficção, 97′

Realizadora: Pauline Loquès

Sinopse: Nino é diagnosticado com um cancro. Daqui a três dias, ele enfrentará o seu maior desafio, o início do tratamento. Porém, antes disso, os seus médicos atribuem-lhe duas tarefas vitais. Duas missões que levarão este jovem adulto numa viagem por Paris, forçando-o a reconectar-se com o mundo – e consigo próprio.

Estreia comercial a 9 de abril de 2026 em 10 salas (Lisboa, Porto, Vila Nova de Gaia, Coimbra, Funchal)


O Tempo e a Terra – Ensaios sobre O Movimento das Coisas de Manuela Serra

Organização: Filipa Rosário

Autores: Ana David, Ana Isabel Soares, André Francisco, Anna Fonoll-Tassier, Caterina Cucinotta, Dina Duque, Isabela Vieira Bertho, Fernando Guerreiro, Filipa Rosário, Francisca Dores, Jesús Ramé López, João Pedro Soares, João Polido, José Oliveira, Melanie Pereira, Miguel Cavaco, Patrícia Sequeira Brás

ISBN: 978-989-53806-2-6, 500 exemplares, Dezembro de 2025

Sobre o livro:
O tempo e a terra: ensaios sobre O Movimento das Coisas, de Manuela Serra reúne contributos sobre este filme, um dos filmes mais singulares do cinema português, concluído em 1985, mas apenas lançado comercialmente em 2021. Situado no contexto do pós-25 de Abril, O Movimento das Coisas articula questões de género, ecologia e memória, oferecendo uma visão crítica do mundo que resistiu à passagem do tempo. Os ensaios deste volume analisam a obra sob prismas teóricos, comparatistas, estéticos e históricos, revelando a força do filme e as razões pelas quais ele permanece actual. Desta forma, os ensaios também auxiliam na consolidação do lugar de Manuela Serra na história do cinema português.

Organizado por Filipa Rosário e contando com a participação de investigadores e criadores de várias áreas, o livro interroga o lugar de O Movimento das Coisas no cruzamento entre práticas artísticas e debates contemporâneos sobre género, ruralidade e modernidade. O gesto colectivo que o compõe não só resgata a trajetória de uma realizadora cuja carreira foi marcada por exclusões e silêncios, como também contribui para uma reparação histórica, inscrevendo o filme na genealogia do ecofeminismo e do cinema de resistência.

Preço venda directa: €18,00 (contactar por email)