999

2001, longa-metragem documental, 107’

Realizador: António Nuno Júnior

Sinopse: 999 é um filme que gira em torno de dois eixos principais: um evento histórico (o fim do domínio colonial português em Macau) e uma relação privada, biográfica, com o lugar (ou a sua ideia). O primeiro requeria clarificação e a segunda, resolução. Apesar dos seus melhores esforços, 999, por fim, não consegue obter nem uma nem outra.

Festivais e Mostras: DocLisboa, 2003

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Contextual Portraits in 999

2001, curta-metragem documental, 42’

Realizador: António Nuno Júnior

2001, curta-metragem documental, 42’

Realizador: António Nuno Júnior

Sinopse: Nos dias imediatamente anteriores e posteriores à entrega de Macau à República Popular da China, em 20 de Dezembro de 1999, uma série de residentes locais partilham connosco algumas ideias sobre o assunto. Em silêncio. No final, confrontamo-nos com uma outra “Viagem de Inverno”.

Festivais e Mostras: XII Encontros Internacionais de Cinema Documental da Malaposta, 2001

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O Movimento das Coisas, de Manuela Serra

1985, Longa-metragem de ficção, 88’

Realizadora: Manuela Serra

1985, Longa-metragem de ficção, 88’

Realizadora: Manuela Serra

Sinopse: Histórias de quotidiano e de silêncio. Em caminhos desertos de vento inquietante numa aldeia do Norte. Há um dia de trabalho atravessado por três famílias: quatro velhas, o campo, o pão, as galinhas, e, a lembrar-nos, clareiras de histórias velhíssimas de gestos saboreados em mineralógicas palavras. Uma família de dez filhos numa quinta mergulha na largueza do tempo, no gesto todo do trabalho, o pai corta uma árvore. Mais longe, a água do rio habitado por gente, numa barca, o sol, e o largo da aldeia, a ponte em construção, a varanda, a refeição, a densidade e o misticismo ao domingo, a missa e a feira: ritualizada ao sábado. Nestes fragmentos de cenário, move-se Isabel, também, com os olhos postos no futuro, para lá dos outros em que o sentido da vida é apenas viver. O tempo atravessa o nascer e o pôr-do-sol. É um respirar a vida, usando o campo como meio numa aldeia do Norte, de gestos antiquíssimos e pousados.

Festivais e Mostras (cópia restaurada): Festival Lumière de Lyon, 2020; Porto/Post/Doc, 2020; Festival Internacional de Cinema de Manheim e Heidelberg, 2021, Punto de Vista – Festival Internacional de Cine Documental de Navarra, 2022.

Estreia comercial a 17 de Junho de 2021 em 3 salas (Lisboa, Porto e Coimbra)

Cada um na sua Cova, de Tomu Uchida

1955, Longa-metragem de ficção, 125’

Realizador: Tomu Uchida

Sinopse: A viúva Nobuko partilha residência com Tamiko e Junjiro, os dois filhos do seu falecido marido. Tamiko é uma jovem mulher com pretensões de independência, enquanto que Junjiro vive acamado, acometido por uma doença e a tristeza de uma separação recente. As tensões familiares crescem quando Nobuko decide procurar um pretendente para casar com Tamiko. A escolha recai entre o Dr. Ihara, mulherengo descarado, e o Senhor Komatsu, um romântico com problemas de assertividade. Autópsia das angústias do pós-guerra, Cada Um Na Sua Cova esboça um retrato imperdoável da nova sociedade Japonesa onde o “homem é o lobo do homem”.

Mulheres de Ginza, de Kozaburo Yoshimura

1955, Longa-metragem de ficção, 109’

Realizador: Kozaburo Yoshimura

Sinopse: Ikuyo é a patroa de Shizumoto, uma residência de gueixas que emprega quatro outras mulheres. Todas, em simultâneo, vão revelando as extremas agruras da profissão. Desde a procura frustrada da popularidade nos jornais, passando pelos desejos difusos de maternidade e terminando na desilusão amorosa, as cinco mulheres sobrevivem debaixo do céu incandescente de Ginza, um dos bairros mais abastados de Tokyo. Contado a partir da perspectiva de uma jovem aprendiz de gueixa recentemente contratada, Mulheres de Ginza é um retrato ácido e lúcido dessas mulheres que, mesmo na derrota, saem esclarecidas.

O Menino da Ama, de Tomotaka Tasaka

1955, Longa-metragem de ficção, 142’

Realizador: Tomotaka Tasaka

Sinopse: Decidida a saldar uma antiga dívida de gratidão, Hatsu desloca-se de Akita para Tokyo de modo a oferecer os seus serviços enquanto ama dos Kajiki, família urbana exemplarmente burguesa. A jovem provinciana cedo se apercebe das diferenças entre a sua terra e a capital Japonesa enquanto desenvolve uma relação especial com Katsumi, o filho mais novo dos Kajiki. Verdadeira epopeia dos pequenos gestos do quotidiano, O Menino da Ama encurta as distâncias geográficas, psicológicas e sociais no micro-cosmos da casa para apenas nos preparar para a despedida inevitável.